sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Amor

Coisas vistas, coisas ditas
Como não posso escrever uma tese sobre o amor, não há tempo, escrevo estes contos banais.
Quem sabe não dirão o mesmo ?


Não há dor maior do que a perda de quem se ama. Pior a perda de quem se ama e continua perto
Quando a perda é a morte, o desaparecimento físico ajuda. Mas ... quando a perda é viva? E continúa vivendo. O que dizer desta dor contínua.
Como agüentar uma dor presente, cujo esquecimento não se dá como descanso.

Eu achava que tinha um buraco no peito. Mas estou errada. O que tenho é um transbordamento.


Transformar o vivido em escrito, ou será o contrário, o escrito em vivido.

Ocorreu-me que o amor erótico da juventude possa ser menos importante, apesar de sua intensidade, do que o amor da criação artística. Um amor que arde e é frio.
Sua frieza pode ser sua possibilidade maior
Fogo Frio ? Sim. Que arde para a eternidade enquanto o outro se extingue.

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