quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quem tem medo de poesia ?

Coisas vistas, coisas ditas
Quem trabalha para dar à poesia um lugar de destaque no cenário cultural atual – isto é, fazer com que ela seja escrita, publicada e lida por pessoas de todas as condições sociais e econômicas – enfrenta grandes resistências, tanto do mercado editorial, quanto dos próprios leitores,

ReproduçãoFernando Pessoa, um dos mais importantes poetas de todos os tempos

­Mas, se é tão difícil publicar e “vender” poesia, porque a chama não se apaga de vez? Por que as pessoas continuam descobrindo e redescobrindo novos e velhos poetas, todos os dias; escrevendo e lendo poesia, publicadas ou não; estudando a escrita poética em universidades, no mundo todo? Essas questões, mais do que provocar respostas, nos levam a reconhecer na poesia um elemento primordial, algo que sempre fez parte da nossa constituição como seres humanos, que é inerente às nossas emoções e à forma como buscamos transformar tudo o que vemos em linguagem, em imagens poéticas. É reconfortante pensar que, enquanto existirmos como humanos, o fogo da poesia continuará ardendo.

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